Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado,
meio calejado, muito machucadoe que teima em alimentar sonhos, e cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado,coração que acha que Tim Maia estavacerto quando escreveu... "não quero dinheiro,eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece,e mantém sempre viva a esperança de ser feliz,sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racionalsendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relaçõese emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insisteem cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado. Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que, abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente e, contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vidamatando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:" O Senhor poder conferir",eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criançaque insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer".
ifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outroque tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que, ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e, a ter a petulânciade se aventurar como poeta.
ClariceLispector.
Amor de Gente Grande
Amor de gente grande
Amor de corpo inteiro.
Um amor que transcende, transpira, transborda.
Amor com mãos e pés.
Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender.
Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio.
Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens.
Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza.
Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece!
Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é!
Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem!
Apenas crescimento e aprendizagem...
Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?
Rosana Braga
Amor de corpo inteiro.
Um amor que transcende, transpira, transborda.
Amor com mãos e pés.
Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.
Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender.
Simplesmente ser... preencher, existir!
Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.
Amor de palavras, mas também de silêncio.
Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!
Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.
Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens.
Amor que faz crescer.
Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.
Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.
Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza.
Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.
Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece!
Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.
Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.
Amor que não se pede, que não se dá, porque já é!
Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem!
Apenas crescimento e aprendizagem...
Volta para casa, não se vá!
Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!
Simplesmente amor... Você consegue?!?
Rosana Braga
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Razões Para Amar Você..
*A maneira em que sua cabeça sempre alcança o ponto certo em meu ombro;
*A ternura que se vê quando dorme e as ganas que sinto em beijá-lo quando me abraça sonolento;
*A maneira com que suas mãos sempre encontram as minhas;
*A maneira como fico quando diz “to com saudade”;
*A maneira com que cai em meus braços e teu corpo encontra seu lugar;
*A maneira como respira e me abraça em silencio;
*A maneira como te beijo e, de repente, tudo está bem;
*A maneira como me deixa mais feliz quando sorri deste teu jeito tímido (vermelho);
*A maneira com que meus olhos se iluminam quando me diz que vem;
*A maneira como sempre me desarmas quando ligo pra ti;
*Por eu ja notar a forma como olhas quando sentes ciúmes;
*Por meus amigos inconscientemente já utilizarem gírias tuas,
*Pela maneira com que me beija sem se importar onde estamos;
*Pela maneira como me defende sem eu pedir;
*Por eu não sentir medo de nada, absolutamente nada, ao lado teu;
*Pela forma como fico incompleto quando estou longe de vc!!!!
*A ternura que se vê quando dorme e as ganas que sinto em beijá-lo quando me abraça sonolento;
*A maneira com que suas mãos sempre encontram as minhas;
*A maneira como fico quando diz “to com saudade”;
*A maneira com que cai em meus braços e teu corpo encontra seu lugar;
*A maneira como respira e me abraça em silencio;
*A maneira como te beijo e, de repente, tudo está bem;
*A maneira como me deixa mais feliz quando sorri deste teu jeito tímido (vermelho);
*A maneira com que meus olhos se iluminam quando me diz que vem;
*A maneira como sempre me desarmas quando ligo pra ti;
*Por eu ja notar a forma como olhas quando sentes ciúmes;
*Por meus amigos inconscientemente já utilizarem gírias tuas,
*Pela maneira com que me beija sem se importar onde estamos;
*Pela maneira como me defende sem eu pedir;
*Por eu não sentir medo de nada, absolutamente nada, ao lado teu;
*Pela forma como fico incompleto quando estou longe de vc!!!!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Alguém..
Preciso de Alguém Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias,nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
'Nós ainda vamos rir muito disso tudo', e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado;
alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias,nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
'Nós ainda vamos rir muito disso tudo', e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Soneto de Maior Amor
Maior amor nem mais estranho existe.
Que o meu, que não sossega a coisa amada.
E quando a sente alegre, fica triste.
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste.
O amado coração, e que se agrada.
Mais da eterna aventura em que persiste.
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca fere.
E quando fere vibra, mas prefere Ferir a fenecer - e vive a esmo.
Fiel à sua lei de cada instante.
Desassombrado, doido, delirante.
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Morais.
Que o meu, que não sossega a coisa amada.
E quando a sente alegre, fica triste.
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste.
O amado coração, e que se agrada.
Mais da eterna aventura em que persiste.
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca fere.
E quando fere vibra, mas prefere Ferir a fenecer - e vive a esmo.
Fiel à sua lei de cada instante.
Desassombrado, doido, delirante.
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Morais.
Vinícius de Morais.
Enfim, depois de tanto erro passado.
Tantas retaliações, tanto perigo.
Eis que ressurge noutro o velho amigo.
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado.
Com os olhos que contem o olhar antigo.
Sempre comigo um pouco atribulado.
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano.
Sabendo se mover e comover.
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica.
Que só se vai ao ver outro nascer.
E o espelho de minha alma multiplica...
Tantas retaliações, tanto perigo.
Eis que ressurge noutro o velho amigo.
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado.
Com os olhos que contem o olhar antigo.
Sempre comigo um pouco atribulado.
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano.
Sabendo se mover e comover.
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica.
Que só se vai ao ver outro nascer.
E o espelho de minha alma multiplica...
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