" ...ela tinha um fogo nos olhos.
dava pra sentir a intensidade deles quando ela olhava-o de cima para baixo.
como se tudo fosse planejado.
como se escondesse um segredo prestes a revelar a qualquer momento. "
Manoela Quandt
quinta-feira, 26 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
sábado, 24 de maio de 2014
A verdade não faz sentido, a grandeza do mundo me encolhe. Aquilo que
provavelmente pedi e finalmente tive, veio, no entanto me deixar carente como
uma criança que anda sozinha pela terra. Tão carente que só o amor de todo o
universo por mim poderia me consolar e me cumular, só um tal amor que a
própria célula-ovo das coisas vibrasse com o que estou chamando de um amor.
Daquilo a que na verdade apenas chamo mas sem saber-lhe o nome.
Paixão Segundo G.H
segunda-feira, 19 de maio de 2014
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Da noite
"Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?"
Hilda Hilst
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?"
Hilda Hilst
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